Gabriella Spacciari avança fronteiras geográficas, mas quer mesmo é derrubar barreiras interculturais

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Ela tem 24 anos, e as raízes no teatro. Na cidade de Cambira, norte do nosso Paraná, onde cresceu, teve o primeiro contato com a seara, que prefere chamar de “guerrilha” , enxergando as artes como Ofício. “Comecei aos 12 anos a viajar, carregar cenário e ouvir sobre os clássicos, em grupo de teatro criado por Durvalino Augusto, um guerreiro da cultura até hoje, e então me apaixonei por essa ‘guerrilha’ chamada teatro”, conta. Mas ela também se lembra de momentos gloriosos, como quando Rosi Campos, a Morgana do Castelo RáTimBum foi assistir a peça Killer Joe, dirigida pelo londrinense Mario Bortollotto em seu teatro na Frei Caneca, em Sao Paulo. “Foi uma inversão de papéis muito especial pra mim que sempre admirei o trabalho dela.”  Após se formar ela decidiu dividir seu talento nos palcos com os estúdios de cinema. A atriz viu a carreira tomar um salto quando estrelou um comercial da Pepsi em que dividia a cena com o jogador David Luiz, em 2014. Ela foi contratada por uma produtora nacional, mas as gravações aconteceram em Londres. Durante a breve viagem de trabalho a vontade de se enveredar pelas telas do cinema ganhou rumo novo. “Tinha conseguido no último ano de faculdade, uma bolsa de estudos pra estudar na East15 em Londres, mas quando fui gravar o comercial na cidade, conversando com o diretor de fotografia Enrique Chediak que trabalha com cinema em Los Angeles ele sugeriu que deveria tentar ir para os Estados Unidos se quisesse atuar em cinema porque é um país mais aberto para trabalhos na área”. Em 2015 ela se mudou para Los Angeles onde terminou os estudos no Edgemar Center for the Arts. Recentemente ela recebeu o anúncio de que “Vermelho”, estreia em Manhattam dia 13 de novembro, durante o New York Jazz Film Festival 2016. Ao saber da notícia a paranaense Gabriella Spaciari correu reservar as passagens para a Big Apple. “Vermelho” é o 5° filme de sua carreira e conta a história de Ana, que sob uso de substancias narcóticas toma atitudes que a levam à beira de um suicídio. Não é a primeira vez que Gabriela vive a experiência de acompanhar um trabalho em que atua ganhando as telas de um importante festival. Em 2014 o curta “Aluga-se o Ponto” foi exibido na 8° Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte. No filme, Gabriella vive uma jovem grávida que trabalha em uma locadora de DVD’s. O patrão, interpretado pelo ator e diretor de teatro Kiko Marques, tem uma paixão por ela e quer se desfazer do negócio. O drama está sob o futuro da garota, ambos precisam tomar decisões difíceis. No entanto, ela pontua que “Vermelho” rompeu com fronteiras, e fez a jovem refletir ainda mais sobre a capacidade de vencer as barreiras interculturais e o crescente momento que a Industria Cinematografica brasileira vem ganhando visibilidade no mercado internacional.

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